O brilho próprio de Leandra Ø NOME PRÓPRIO – Brasil, 2008 – dir: Murilo Salles.
Concorrendo com pesos pesados do cinema americano, estréia “Nome próprio”, de Murilo Salles. Baseado nos livros "Máquina de Pinball" e Vida de Gato", de Clarah Averbuck, e em textos publicados pela autora em seu blog pessoal, o filme retrata um momento epecífico da vida de Camila (Leandra Leal), jovem que tem a escrita como sua grande paixão. Intensa e corajosa, ela busca criar para si uma existência complexa o suficiente para que possa escrever sobre ela. Ela escreve compulsivamente em um blog, só que isto faz com que também fique isolada. Camila se encontra numa situação-limite e sua viagem iniciática em busca do auto-conhecimento, flerta com o patético e com a solidão o tempo todo. As dores, delícias e perigos do crescimento são expostos o tempo todo na tela e isso não deixa de ser um retrato da juventude atual, que outrora, registrava seus segredos, tendo como único confidente o antigo diário de papel. Com o advento da internet e o surgimento do blog, todas as feridas ficam expostas ao público e suscetíveis a comentários diversos. O privado passou a ser assunto discutido em tribuna. Para os que esperam uma narrativa tradicional com direito a pote de ouro no final do arco-íris, talvez se decepcione e a pipoca desça um pouco indigesta. O talento de Leandra Leal já não é novidade pra ninguém. Ainda criança, ela brilhou em pé de igualdade com Lima Duarte no poético “A ostra e o vento” e já impressionou naquele momento. Em “Nome Próprio”, vemos uma Leandra Leal, desnuda (literalmente), entregue, visceral, sem dúvida seu melhor trabalho. Sua personagem é onipresente, o que é uma grande dificuldade pra quem não tem talento e carisma. Mas Leandra monopoliza todas as atenções e não deixa mais dúvidas de que é uma das grandes de sua geração. Cotação: @@@@ Ótimo. - Postado por: O Vitor viu... às 11h22 [ ] [ envie esta mensagem ]
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