Humor e sarcasmo transbordam pelo ralo!!! è O CHEIRO DO RALO – Brasil, 2007 – dir: Heitor Dhália
Lourenço (Selton Mello, realmente impagável, genialmente inspirado) é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo Lourenço passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar. O filme exala realmente toda a atmosfera cínica e suja que circunda o atormentado e desagradável personagem vivido magistralmente por Selton Mello. Realmente excelente, desde os diálogos, loucos e desconcertantes, passando pelo roteiro sempre surpreendente e atuações sinceras e desvairadas. Uma genial e criativa loucura, em que os limites da maldade humana são testados o tempo todo, inclusive pelas reações da platéia, que ri o tempo todo das situações tragicômicas. Humor negro e sarcástico da melhor espécie e já um sério candidato a melhor do ano. - Postado por: O Vitor viu... às 00h21 [ ] [ envie esta mensagem ] Deixa o velhinho se divertir, gente!!! è SCOOP – O GRANDE FURO (Scoop) – EUA, Inglaterra: 2006 – dir: Woody Allen
A sinopse - Sondra Pransky (Scarlett Johansson) é uma estudante de jornalismo que está visitando alguns amigos em Londres. Ela vai ao show de mágica de Sidney Waterman (Woody Allen), que a chama ao palco para fazer o truque de desmaterialização. Sondra entra em uma caixa mas, enquanto o truque acontece, surge para ela o espírito do repórter Joe Strombel (Ian McShane), morto recentemente, que lhe oferece um grande furo: a identidade do assassino do tarô. Ele diz a Sondra que o assassino é Peter Lyman (Hugh Jackman), um aristocrata inglês. Sondra e Sid decidem investigar Lyman, mas ela acaba se apaixonado por ele. O comentário - Gente, sei que um novo Woody Allen causa muita expectativa, mas não acho que todo filme de um grande diretor deva ser genial, deva ter a pretensão de mexer com corações e mentes, etc. Não justifica as críticas negativas que tem recebido. - Postado por: O Vitor viu... às 00h09 [ ] [ envie esta mensagem ] Deliciosa crueldade. è NOTAS SOBRE UM ESCÂNDALO (Notes on a scandal). Inglaterra, 2006 – dir: Richard Eyre.
A chegada de uma jovem professora alegra uma professora solitária e dominadora, pois logo se tornam amigas. Porém quando a novata se envolve com um de seus alunos, a veterana ameaça revelar seu segredo para todos. Filme feito sob medida para um duelo (ou será dueto?) entre duas grandes atrizes em momentos pra lá de inspirados. Judi Dench, genial e deliciosa (cuja atuação também merecia um Oscar não devendo nada a Streep e Mirren), na pele da perversa professora; e Cate Blanchett, no tom corretíssimo entre a fragilidade e a frivolidade. Uma espécie de “Atração fatal” para garotas, só que com um roteiro bem melhor elaborado. Recebeu 4 indicações ao Oscar. - Postado por: O Vitor viu... às 00h00 [ ] [ envie esta mensagem ] Triste, mas obrigatório! è PRO DIA NASCER FELIZ – Brasil, 2006 – dir: João Jardim
As situações que o adolescente brasileiro enfrenta na escola, envolvendo preconceito, precariedade, violência e esperança. Adolescentes de 3 estados, de classes sociais distintas, falam de suas vidas na escola, seus projetos e inquietações. Um triste e realista retrato de nossa juventude e do ensino de nosso país, ora sucateado e precário, ora impessoal e comercial. A lente de João Jardim investiga com bastante seriedade e eficiência as causas e conseqüências de toda a situação do jovem brasileiro e consegue captar todo o vazio existencial, a falta de perspectiva e o abandono de nossos adolescentes. E o passeio denuncia a situação caótica e sem dignidade do professor, que, em muitos casos, é vítima de sua própria desmotivação, seja pela violência urbana ou pelos baixos salários. Mas também encontra tesouros escondidos, como é o caso da jovem poeta do semi-árido nordestino. Triste, desolador, mas obrigatório e sincero. - Postado por: O Vitor viu... às 23h51 [ ] [ envie esta mensagem ] Besteirol-coqueluche. è BORAT ( Borat.) EUA, 2006. dir: Larry Charles)
Um jornalista do Cazaquistão parte para os Estados Unidos para rodar um documentário. Lá seu comportamento gera reações de preconceito e hipocrisia. Com Sacha Baron Cohen. Recebeu uma indicação ao Oscar. Escatologia e humor grosseiros a serviço de uma crítica mordaz e esperta. Tanto pode causar risos desenfreados, quanto pode constranger os mais pudicos, mas o fato é que o carisma (e sobretudo) a coragem do protagonista em questão são dignos de nota. - Postado por: O Vitor viu... às 23h41 [ ] [ envie esta mensagem ] Sangue e sonhos!!! è O LABIRINTO DO FAUNO (El laberinto Del Fauno – México / Espanha / EUA, 2006 – dir: Guillermo del Toro)
Uma garota e sua mãe se mudam para uma região da Espanha onde ainda há combates da Guerra Civil. No jardim da mansão em que mora a garota encontra um labirinto, que a leva a um mundo de fantasia. Dirigido por Guillermo del Toro (Hellboy) e com Sergi López, Federico Luppi e Maribel Verdú (excepcional) no elenco. Mistura realismo fantástico com realismo nu e cru, resultando em um filme, cujo estilo é pra lá de original. Grandes interpretações, sobretudo a da menina, Ivana Baquero, que faz de sua Ofélia, um personagem comovente e encantador. Roteiro sensacional e produção muitíssimo bem cuidada. Pra quem gosta de sonhar sem tirar os pés do chão. Ganhador de 3 Oscars, nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora. - Postado por: O Vitor viu... às 23h34 [ ] [ envie esta mensagem ]
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