Pequena Miss Sunsine: imperdível!!!! Gente, já fiz a crítica deste filme nos posts do Festival. Mas como sei que muitos ficarão com preguiça de ir lá embaixo buscar, reedito-a aqui porque julgo que este é um dos melhores filmes do ano. Até aumentei uma arroba na cotação.... Vale muito a pena, não percam!!!!
Uma louca, mas irresistível família que poderia ser a nossa!!!! Espécie de comédia dramática atípica no cinema americano. Uma família composta por 6 pessoas (todos os atores com grandes atuações) decidem atravessar o país para que a pequena Olive possa participar do concurso de miss que tem ensaiado a vida inteira. Todos vivem atormentados e, derrotados pela vida, não conseguem uma convivência amistosa, mas são obrigados a confrontar-se com suas próprias mazelas. O chefe da família que não consegue emplacar sua idéia revolucionária de sucesso, o cunhado gay pesquisador de Proust que perde o amor e o emprego para o rival, o avô que é expulso do asilo por uso de drogas e o filho problemático que se recusa a falar. E a mãe, claro, que não sabe como lidar com tantos dilemas reunidos. O que, no entanto, pode nos soar como um drama lacrimogênio se transforma em algo muito, muito engraçado mesmo. Os dramas pelos quais passa a família (inclusive a Kombi) se assemelham muito aos do nosso país e muitas vezes eles são obrigados a dar aquele chamado “jeitinho brasileiro”, promovendo uma identificação imediata com o público. Humor inteligente, sem, em momento algum ser apelativo, o filme adota alguns clichês e rejeita outros, mas o resultado é uma platéia vibrante e empolgada que aplaude efusivamente ao final da sessão. O desfecho é impagável. Cheira a indicações ao Oscar... Com a ótima Toni “Muriel” Colette, Greg Kinnear, Paul Dano, Steve Farris e Alan Arkin. - Postado por: O Vitor viu... às 00h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Saldo Final do Festival. Mais um festival se foi e mais uma incessante maratona que valeu a pena. A safra de filmes deste ano foi superior à do ano passado e a organização do evento também melhorou sensivelmente. Como ponto negativo, destaco a ida da Premiére Brasil para o Palácio. O Odeon sempre será o templo sagrado do cinema carioca. Valeu pelo corre-corre, pelo encontro com Bete Mendes e pelas sessões deliciosas regadas a aplausos e com aquele clima de festa. Agora só no ano que vem. Até lá...... Meus mehores filmes: 1- Proibido Proibir 2- Volver 3- Pequena Miss Sunshine 4- O céu de Suely 5- A Educação das Fadas 6- Um certo olhar 7- Antonia 8- C.R.A.Z.Y – Loucos de Amor 9- Uma coisa toda nova 10- A última noite - Postado por: O Vitor viu... às 00h35 [ ] [ envie esta mensagem ] Só por Charlotte... Diário do Festival – dia 14 – 05/10/2006 è LEMMING – INSTINTO ANIMAL (“Lemming”, França, 2005 – dir: Dominik Moll) Um filme, um tanto quanto esquisito e incomum, mas que consegue prender a atenção e sustentar o suspense, apesar de algumas derrapadas. O desfecho é um tanto decepcionante, mas vale pela breve, mas marcante presença da sempre excelente Charlotte Rampling como a sedutora e excêntrica esposa do patrão que desestabiliza a vida do casal careta. - Postado por: O Vitor viu... às 00h29 [ ] [ envie esta mensagem ] Bela surpresa nacional! Diário do Festival – dia 13 – 04/10/2006 è PROIBIDO PROIBIR (Brasil, 2005 – dir: Jorge Duran) Talvez o melhor filme brasileiro do festival ao lado de “O céu de Suely”. A história de três jovens universitários ultrapassa o mero pretexto de um triângulo amoroso para traçar um perfil social e comportamental da moçada da faculdade dos dias atuais. Tal universo, até então pouco explorado artisticamente, tem tudo para atrair e empolgar diferentes platéias. Outro ponto positivo do filme é, que apesar de se passar no Rio, foge do estereótipo praia e favela e tem a Ilha do Fundão e o subúrbio como cenários principais. O elenco está afiado, com destaque para Caio Blat, que soube combinar na dose certa, humor cafajeste com heroísmo sedutor. Maria Flor, apesar de alguns tons acima, dá conta do recado e Alexandre Rodrigues, artificial em alguns momentos, faz um bom contraponto com Caio. Edyr Duque (menos frenética e mais atriz) brilha intensamente.Tem o velho espírito carioca, mas com algo de impactante e emocionante, revelando um certo desencanto e pessimismo em relação ao sistema. Mas nos lembra de que resistir é preciso. - Postado por: O Vitor viu... às 00h24 [ ] [ envie esta mensagem ] Bela Irene salva o dia! Diário do Festival – dia 12 – 03/10/2006 è PIXOTE IN MEMORIAN (Brasil, 2005 – dir: Felipe Briso e Gilberto Topczewsky) Começa como uma espécie de ‘making-of’ estendido do famoso filme em questão, parecendo mais um extra de DVD do que um novo filme propriamente dito. Mas depois perde-se definitivamente ao tentar tratar uma tese sociológica rasa sobre os prováveis motivos que levaram à morte do ator principal, cuja carreira entrou em declínio. Pouco edificante, perda de tempo e desperdício de talentos, como o de Marília Pêra, por exemplo. Para não dizer que é um fiasco total, vale a pena para saber o que andam fazendo e como estão os atores que fizeram parte do elenco de meninos de rua no filme. Enfim... não disse a que veio. Cotação: @ Fraco. è A EDUCAÇÃO DAS FADAS ( La Educación de las fadas – Espanha, 2006 – dir: José Luis Cuerda). Uma bela ode ao amor romântico sem, no entanto resvalar na pieguice. Elenco impecável, história atraente e roteiro bem amarrado. Tem tudo para emocionar os mais sensíveis. O amor incondicional de um homem por uma bela mulher (Irene Jacob, luminosa!) e seu espirituoso filho. Cumpre o que “A fonte da vida” prometeu: emocionar com uma bela história de amor. Bonita fotografia, trilha sonora delicada e magia misturada com humor irônico. - Postado por: O Vitor viu... às 00h14 [ ] [ envie esta mensagem ] Novas vertentes do Cine Brasil. Diário do Festival – dia 11 – 02/10/2006 è CARTOLA (Brasil, 2006 – dir: Lírio Ferreira) O documentário foge à estética tradicional dos documentários e está longe de ser um “Vínícius”. E como toda proposta vanguardista, tem lá seus tropeços, que são ofuscados pela genialidade e pela maravilhosa biografia de Cartola, que por si só, já é razão de ser para ir ao cinema. Com sua linguagem original e ousada, busca homenagear, além de Cartola, é claro, o próprio ato de fazer cinema. Destaque, é claro, para os números musicais. Cotação: @@@@ Ótimo. è O SARCÓFAGO MACABRO (Brasil, 2006 – dir: Ivan Cardoso) Hilariante produção trash que é paródia e pastiche de antigos seriados americanos. Figurinhas folclóricas do nosso cinema como Carlo Mossy e Wilson Grey estrelam essa produção de gosto duvidosíssimo, mas de humor irresistível. Mas, infelizmente, o filme se vale demasiadamente das imagens de arquivo e esquece um pouco da própria ação. As cenas filmadas são bem fraquinhas, mas vale para desligar o cérebro e relaxar. - Postado por: O Vitor viu... às 00h03 [ ] [ envie esta mensagem ] Dia de eleição: um filme apenas... Diário do Festival – dia 10 – 01/10/2006 è PARIS, EU TE AMO ("Paris je t’aime" - França, 2006 – dir: vários) Contar em cinco minutos a história de um encontro amoroso em uma locação de Paris. Esse foi o desafio aceito por 21 diretores de todas as partes do mundo, resultando no longa-metragem Paris je t’aime. Uma cidade que sempre inspirou o cinema, Paris não vive apenas de seu passado e o ponto de partida dos cineastas envolvidos com o projeto foi filmar a capital francesa dos dias de hoje, buscando revelar aspectos inéditos na tela grande. Em sua maioria estrangeiros, os diretores exploraram a realidade parisiense, sem jamais perderem o olhar amoroso sobre a cidade. - Postado por: O Vitor viu... às 23h55 [ ] [ envie esta mensagem ] Fêmeas no poder... Diário do Festival – dia 9 – 30/09/2006 è ANTONIA (Brasil, 2006 – dir: Tata Amaral) Surpreendente e descompromissado filme que narra as desventuras de quatro garotas da periferia paulista que montam um grupo de rap enquanto enfrentam o preconceito e as agruras do cotidiano. O mais legal é que o filme que, a princípio parece que só vai agradar aos fãs de rap ou às pessoas que vivem naquela realidade. Mas aos poucos vai cativando e até a trilha sonora foge do rap. Sem contar que as quatro meninas ( Negra Li, Leilah Moreno, Cindy e Quelynah), além de cantarem bem, mandam muito bem na interpretação, além de serem belas e carismáticas. Sandra de Sá ainda faz uma participação especialista como uma mãe evangélica. No final das contas, o filme vira uma “Sex and The City” da periferia. Cotação: @@@@ Ótimo. è BONEQUINHAS DA PAPEL (“Bubot niyar” – Israel/Suíça, 2005 – dir: Tomer Heymann) Simpático documentário que acompanha o cotidiano de cinco transformistas filipinos que vivem em Israel De dia exercem profissões como cabeleireiros ou babás de idosos e à noite, formam o grupo que dá título ao filme se apresentando nas noites de Israel. Destaque para Caetano Veloso, que dá pinta cantando o clássico na voz de Doris Day, “Que será”. Hummmmm....rs! - Postado por: O Vitor viu... às 23h47 [ ] [ envie esta mensagem ]
|