Música boa e olhar apaixonado. Diário do Festival – dia 8 – 29/09/2006 è NOEL – POETA DA VILA (Brasil, 2006 – dir: Ricardo Van Steen) Qualquer filme que conte com canções de Noel Rosa em sua trilha já é meio caminho andado para ser uma delícia. Daí, já é impossível o filme ser ruim. Portanto, para que fosse memorável, poderia ser menos novelesco e mais filme, apesar da ótima reconstituição de época. Rafael Raposo, o protagonista, tem uma semelhança espantosa com o Poeta da Vila e sua caractarização beira à perfeição. Destaque também para Carol Bezerra, excelente como Aracy de Almeida e merecia mais espaço na trama. Uma bela viagem em uma fonte inesgitável de lirismo e talento musical. Cotação: @@@@ Ótimo è GAROTINHO BOBO (“Garçon Stupide” – Suíça/França, 2004 – dir: Lionel Baier) O dia-a-dia de um jovem gay de 20 anos que trabalha numa fábrica de chocolates e não tem grandes perspectivas de futuro, tamanho o vazio de sua vida. O filme mescla as relações sexuais efêmeras de Loïc, o protagonista em questão, suas conversas com a amiga Marie, com quem vive e um encontro marcado via net com Lionel (reparem no nome do diretor), que nunca aparece, a não ser pela visão da câmera. O filme alterna um ritmo ágil com tentativas poéticas com longos takes do rosto do rapaz, ora inexpressivo, ora interessante. A câmera (leia-se o diretor) apaixonada persegue as reações e as feições de Loïc o filme todo.Proposta bastante interessante, mas que peca pela brusca mudança de ritmo em sua edição. - Postado por: O Vitor viu... às 02h45 [ ] [ envie esta mensagem ]
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