Encontros e despedidas. O amor está no ar!!! Pelo menos no que diz respeito aos principais lançamentos da semana. Fora “Tristão e Isolda”, que representa o auge desse tema, há duas produções curiosas, exatamente por trilhar caminhos opostos tendo protagonistas de faixas etárias diferentes. A primeira delas é o belo Elsa & Fred – Um amor de paixão (“Elsa y Fred” – Espanha/Argentina, 2005), que, a princípio nos parece uma despretenciosa e previsível comédia romântica sobre o amor na maturidade, mas que aos poucos vai se engrandecendo até nos surpreender com pura magia. O filme conta a história de duas pessoas na casa dos 80 anos que, ao se conhecerem, iniciam uma relação amorosa atípica e deliciosa, visto que Fred é um solitário e triste viúvo que espera pela morte e Elsa, uma espetaculosa, irreverente e espevitada senhora que quer mais é curtir a vida intensamente. A química entre o casal de protagonistas é perfeita. China Zorrilla nos brinda com uma atuação encantadora e carismática enquanto Manuel Alexandre faz o perfeito contraponto e se rende, assim como a platéia, aos encantos da “mocinha” em questão. Brincando e descontruindo clichês, o filme é simplesmente delicioso e cumpre perfeitamente uma das mais importantes missões do cinema, que é fazer sonhar. E ainda tem uma comovente homenagem ao memorável “La dolce Vita”. Sem dúvida, um feliz encontro. Já o americano Separados pelo casamento (“The Break-Up”, 2006), fala exatamente da despedida, e o que é mais irônico se comparado com “Elsa & Fred”, otendo como protagonistas um jovem casal protagonizado por Vince Vaugh e Jennifer Aniston “pós-Friends”, que ao que tudo indica é a nova rainha das comédias românticas. Infelizmente, o filme não é tão bem sucedido, pois arranca tímidas risadas e só entedia na maior parte do tempo. Jennifer Aniston está muito bem e à vontade na pele da romântica Brooke, que ainda acredita no futuro de sua relação com o egoísta Gary. Talvez o diretor Peyton Reed tenha carregado muito nas tintas nos defeitos do personagem masculino, o que faz com que o espectador não torça realmente por um final feliz. No final das contas, o que fica é um filme bobo, raso e vazio. Portanto, mais vale um sonhador e bem-humorado filme de amor apaixonado do que um aborrecido filme que não seduz. E já que o cinema é o espaço da utopia, nos permitamos sonhar!!!
Ah, se os velhos pudessem e os jovens soubessem... Cotações: "Elsa & Fred – um amor de paixão” - @@@@ (Ótimo) “Separados pelo casamento” - @@ (Médio) - Postado por: O Vitor viu... às 02h24 [ ] [ envie esta mensagem ]
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