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Brett Penace



Série Grandes Filmes

Tributo à beleza

 

Ø  UM HOMEM, UMA MULHER (Un Homme et Une Femme – França, 1966 – dir: Claude Lelouch – Roteiro:   Claude Lelouch, Pierre Uytterhoeven)

          

                

 

Famoso pela música de Francis Lai, que gruda em nossos ouvidos e embalado pela canção de Vinícius de Moraes e Baden Powell, esse simpático filme, que soa leve e despretensioso, arrebatou uma coleção de prêmios, inclusive 2 Oscar e Palma de ouro em Cannes, entre muitos outros.

A premissa simplérrima do encontro de um homem e uma mulher poderia cair no lugar comum, não fosse um filme tão lindamente realizado do ponto de vista estético. Fotografia deslumbrante, trilha sonora envolvente, atmosfera charmosa da romântica Paris dos anos 60, personagens carismáticos, incluindo as crianças, além de uma narrativa pré-videoclipe interessantíssima.

O diretor explora ao máximo a beleza estonteante de Anouk Aimée, usando e abusando de closes e mais closes da atriz. O espectador, a exemplo do protagonista vivido por Jean-Louis Trintignant, é convidado a se apaixonar pela irrestível Anne, de Aimée, cujo olhar, certamente, figura entre os mais expressivos da história do cinema. a presença simpaticíssima do brasileiríssmo francês Pierre Barouh quase rouba a cena do protagonista.

E aos poucos, vamos sendo levados por essa atmosfera onírica, inebriante e romântica de um filme que, hoje em dia, nos remete a um “quê” de saudosismo de um romantismo que não é mais possível de ser retratado hoje em dia. Ótima dica nesses dias frios de inverno. Disponível em DVD.



- Postado por: O Vitor viu... às 15h54
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Sexta tem Cineclube LGBT

programa especial de aniversário com os melhores filmes escolhidos pelo público.

sexta, 26 de junho, às 21h, no Odeon Petrobras

(ingressos antecipados serão vendidos a partir de terça-feira, 23/06, 14h, na bilheteria do cinema)


Os curtas:

Café com leite
2007, cor, 35mm, 18 min.
Quando os planos para o futuro mudam, novos laços entre Danilo, Lucas e Marcos são criados. Entre video-games e copos de leite, dor e decepção, eles precisam aprender a viver juntos.
Direção e Roteiro: Daniel Ribeiro. Elenco: Daniel Tavares, Diego Torraca e Eduardo Melo.


O Vestido Dourado
2000, cor, 16mm, 19 min
Garoto sonha em ganhar concurso vestido de dourado.
Direção: Aleques Eiterer, Alexandre Guerreiro, Alexandre Seigarro, Flávio Magalhães e Renata Abreu. Elenco: Júlio Siqueira, Sílvia Aderne, Luiz Gaya, Erik Marmo, Flávio Magalhães e Rogéria.

 
Homo erectus 2008, cor, Mini-DV, 2 min.
Sabe aquele homem?
Direção: Rodrigo Burdman. Com narração de Paulo César Pereio.

Laura, Laura
2005-2006, cor, vídeo, 26 min
Um portrait muito à vontade de Laura de Vison (Noberto Chucri 28/07/1949 - 08/07/2007), que dá seu testemunho sobre o cio e a vida cachorra, enquanto se monta para um rolé na Lapa. Devassa, fala da sua gorda experiência sexual e profissional; dos tempos de escola, de professor, de prostituta e de musa absoluta do trash. Puta, lembra das prisões e do preconceito com desdém de uma diva inigualável. Santa, ostenta horror e beleza de enormes tetas e pede por todos nós, sodomitas e caretas, aqui e na hora da infinita saudade. Uma sincera homenagem. Ave Laura!

Direção, Produção e Roteiro: Claudio Dias. Edição: Claudio Dias G & Sabine Weber. Efeitos especiais: Manivela. Figurino e Maquiagem: Laura de Vison. Elenco: Laura de Vison, Norberto Chucri. Participaçoes: Jorge Pura & Claudia Goudart.


Suzy Brasil - A Deusa da Penha Circular
2008, cor, vídeo, 20 min
Suzy Brasil, a drag queen que hipnotiza platéias com seus shows em boates no Rio de Janeiro. Marcelo, o pacato professor de biologia do ensino médio. Ambos moradores da Penha Circular, coincidência?

Direção e Roteiro: Renata Than. Elenco: Suzy Brasil.



Site: www.cineclubelgbt.com.br

E-mail: cineclubelgbt@gmail.com

Odeon Petrobras
Praça Floriano, 7
ingressos: R$10,00 (inteira) R$5,00 (meia)

www.grupoestacao.com.br



- Postado por: O Vitor viu... às 12h47
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Sexta tem Cineclube LGBT

Programa especial FEMINA:
cinco curtas que mostram visões de mulheres de diferentes países sobre a sexualidade

Sexta, 29 de maio, às 21h, no Odeon Petrobras

A nona edição do cineclube LGBT vai exibir o programa especial do Femina - Festival Internacional de Cinema Feminino, o primeiro evento do gênero no Brasil criado com o objetivo de destacar o trabalho das mulheres no cenário cultural e cinematografico brasileiro e mundial, e promover a igualdade de gênero.
 
Na programação do LGBT:
A sexualidade sob a ótica de diferentes mulheres de diversos países (argentina, frança, suiça, noruega, espanha). Os curtas:
 
Dias Brancos
Argentina, 10min
O casal Mia e J está caindo aos pedaços. A idealização do amor está se dissolvendo dentro da realidade.
Direção: Débora Giammarini
 
Minha primavera com salto (Mon printemps talons hauts)
França, 13min,
A reunião de família não deu certo e Zoe foi mandada embora de casa. Ela perambula pela cidade de Paris e por acaso se redescobre. Quando o novo dia amanhece, uma surpresa espera por ela.
Direção: Viva Delorme Origina
 

Dançando para a felicidade (Tanz ins  Glück)
Suíça, 16min
Anna é faxineira. Cada noite ela limpa o escritório de Helen, que é corretora de ações da bolsa de valores.
As duas mulheres vivem em mundos diferentes e normalmente nunca se encontrariam. No entanto elas se matriculam por acaso no mesmo curso de salsa. Devido à ausência de homens, Anna e Helen têm que dançar juntas. Um conto de fadas lésbico falando da possibilidade de ultrapassar as fronteiras sociais.
Direção: Barbara Seiler
 

Twende
Noruega, 24min
Num bar de uma pequena cidade da Noruega, duas mulheres se encontram graças a um mal-entendido. Aquela colisão íntima de cultura, classe, gênero e idade se transforma em um jogo de poder onde as duas examinam a fascinação recíproca.
Direção: Lindsay Sanner
 
 
Homo Baby Boom
Espanha, 27 min
Em 2005 a Espanha legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e também legalizou a adoção, tornando-se um dos poucos países com direitos iguais para os homossexuais. Desde então a vida em família de casais lésbicos ou gays com certeza melhorou, mas ainda existe muito trabalho a fazer. Testemunhe as alegrias e os desafios das seis famílias contando suas historias.
Direção: Anna Boluda
 
**

O femina:
Criado em 2004, o FEMINA é formado por sessões em cinema e vídeo de filmes dirigidos por mulheres e/ou com temática feminina, distribuídas em mostras competitivas ou temáticas, além de debates e palestras que abrangem a atuação do universo feminino em questões política-sócio-culturais.

A sessão de junho do LGBT:
A sessão de junho será montada através da votação do público, portanto enviem suas sugestões de filmes dentre os exibidos no Cineclube para cineclubelgbt@gmail.com <mailto:cineclubelgbt@gmail.com>  
Os mais votados farão parte da sessão.
 

LGBT: sexta, 29 de maio, às 21h.
Odeon Petrobras
ingressos: R$10,00 (inteira) R$5,00
Os ingressos antecipados serão vendidos a partir das 14h de terça-feira, 26/05, na bilheteria do cinema.

Site: www.cineclubelgbt.com.br <http://www.cineclubelgbt.com.br/>
E-mail: cineclubelgbt@gmail.com <mailto:cineclubelgbt@gmail.com>



- Postado por: O Vitor viu... às 13h23
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Vem aí um filmão em nosso cinema. Promete!



- Postado por: O Vitor viu... às 14h35
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Lília e a alegria de viver

Ø  DIVÃ (Brasil, 2009 – roteiro: Marcelo Saback - dir: José Alvarenga)

          

Não seria exagero nenhum afirmar que Lília Cabral é uma atriz da mesma linhagem de uma Meryl Streep. Dona de todos os recursos cênicos, Lília transita com segurança por todos os gêneros, indo da mais tresloucada e engraçada beata à mais abominável megera. No drama ou na comédia, domina a cena com competência e talento e ainda conta com aquele “quê” a mais que poucos artistas tem: um inegável carisma. Nós, (tele) espectadores, que sempre nos acostumamos a ver a atriz roubar a cena com suas adoráveis coadjuvantes, nos sentimos realizados ao vê-la no posto mais que merecido: o de protagonista.

Ainda que “Divã”, filme baseado em bem sucedida montagem teatral do livro de Martha Medeiros, conte com um excelente time de coadjuvantes (com destaque para a companheira dos tempos da peça, Alexandra Richter), com um roteiro cheio de frases espirituosas e tiradas inteligentes e com uma direção que sabe valorizar todos estes aspectos, a razão de ser do filme está mesmo em Lília Cabral, que cativa do início ao fim, diverte e emociona, faz rir e chorar com sua apaixonante Mercedes, uma dona de casa de meia-idade que entra em crise e começa a rever sua vida e vivenciar novas descobertas a partir das sessões com seu psicanalista.

Outro aspecto positivo está na humanidade da personagem que, livre de estereótipos e maniqueísmos, é um ser humano como outro qualquer: falho, patético, que trai e é traída, mas que acima de tudo, busca ser feliz. Um filme, sobretudo, sobre a alegria de viver ou, como diz a canção, sobre como “aprender a só ser”. Despretencioso e feliz como uma bela tarde de outono.

Cotação: @@@@ Ótimo



- Postado por: O Vitor viu... às 04h08
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Tesouro Precioso

Ø  PALAVRA (EN) CANTADA (Brasil, 2009 – dir: Helena Soldberg)

Fora do grande circuito comercial , escondidinho em poucos cinemas, com lançamento e repercussão discretos, há uma verdadeira pérola que merece ser vista por todo mundo que aprecia música e poesia. “Palavra (En) Cantada”, de Helena Soldberg é uma pequena e valiosa pérola que investiga os limites entre música e poesia.

O filme historiciza a feliz junção de letra e música na língua portuguesa desde as antigas cantigas medievais galego-portuguesas, passando pela Bossa Nova, Tropicália até a canção atual, abordando a MPB-Chic de Adriana Calcanhotto ao rap, fazendo um paralelo deste com os repentistas do nordeste. E tal perspectiva histórica é mostrada com muita delicadeza e competência narrativa. Em se tratando de um povo eminentemente musical como o brasileiro, nada mais natural do que o discurso poético migrar para a música. Afinal, quais são os limites entre poesia musicada ou letra de música poética?

Para tentar responder a essas e outras questões, um time de peso, que inclui nomes como Chico Buarque, Antonio Cícero, Maria Bethânia (foto), José Miguel Wisnik, Lenine e Tom Zé. O resultado é um filme agradável, que flui como uma bela canção.  Delicioso, educativo e sobretudo, poético, que exala amor à nossa língua e à nossa canção. Praticamente obrigatório para quem ama música. Acima de tudo, um belo serviço prestado à nossa tão preciosa língua portuguesa.  

Cotação: @@@@@ Excelente



- Postado por: O Vitor viu... às 03h24
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Resposta de Gabriela Egito ao meu texto sobre "Slumdog Millionaire"

Vitor, tou contigo. Pra mim tb foi uma decepção total assistir "Slumdog". Pelo pouco q tinha ouvido falar, achei q seria algo mais profundo. Além disso, assisti antes aos concorrentes (“O caso curioso de Benjamin Button”, “Dúvida”, “O Leitor”) e todos são bem melhores. Portanto, me senti enganada.
 
O início é impactante, anuncia uma grande história. Claro q nas cenas de favela percebe-se uma influência de "Cidade de Deus", embora o diretor Danny Boyle insista em negar. As imagens, coloridas como os sáris das indianas, enchem a tela. A pobreza é linda (se é q isso é uma qualidade) e tudo muito bem editado. Não há falhas técnicas. Mas o filme vai passando e nada de substancial é mostrado. Tudo me pareceu muito superficial. Parece que escreveram o roteiro assim: o que de pior pode acontecer com alguém nesta cena? É meio gratuito. Truques baratos de dramaturgia rasteira.
 
O tema do filme, que seria destino x  sorte, aparece de forma tímida, não é bem desenvolvido. O espectador precisa conhecer a cultura indiana, saber sobre o sistema de castas (q não é citado em momento algum) pra entender a relevância da discussão. Senão, fica espetáculo pelo espetáculo. Diversão pura e simples, sem recheio. E, infelizmente, foi isso que aconteceu.
 
Enfim, é tudo tão globalizado e sem personalidade que a história poderia se passar em qualquer país de terceiro mundo, não necessariamente na Índia. 
Será que é isso mesmo? A globalização está dizimando as tradições? Até as milenares? Dá mesmo a sensação de que já assistimos a esse filme milhares de vezes: o mocinho pobre vence todas as adversidades, fica milionário, em nome do seu amor puro pela mocinha (ex-)virgem. Por favor!
 
Considero Slumdog um retrocesso dramatúrgico. Tentando ver um lado positivo, talvez a única coisa boa seja Hollywood abrindo as pernas pra filmes que não são 100% em inglês. Por outro lado, considero grave: tive a impressão que o filme foi feito sob encomenda para conquistar o mercado indiano. É uma peça de marketing, assim como a criação do personagem Zé Carioca para conquistar brasileiros desavisados na década de 40. Utiliza elementos dos filmes de Bollywood, sem demonstrações de intimidade física, tudo bem maniqueísta mesmo.
 
A cena mais tétrica é qdo o protagonista, ainda pré-adolescente, é pego depois que os turistas americanos que ele estava ciceroneando têm o carro depenado. Tudo obra dele, combinado com outros trombadinhas. Jamal solta essa: "Vcs não queriam conhecer a Índia? Essa é a verdadeira Índia". E os turistas americanos o protegem das pancadas da polícia, o abraçam e dão um bom dinheiro, completando: "E essa é a verdadeira América". Argh! Tive vontade de levantar e ir embora.
 
Sinceramente, tb prefiro a novela da Glória Peres. É mais honesta, ingênua num bom sentido, e divulga (mesmo que à maneira ela) uma cultura milenar.
 
Atenciosamente,
 
GABRIELA EGITO



- Postado por: O Vitor viu... às 14h12
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- Postado por: O Vitor viu... às 16h54
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Confira todos os vencedores da 81ª edição de entrega do Oscar

Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Diretor
Danny Boyle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Sean Penn, de Milk - A Voz da Igualdade

Melhor Atriz
Kate Winslet, de O Leitor

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, de Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Roteiro Original
Dustin Lance Black, de Milk - A Voz da Igualdade

Melhor Roteiro Adaptado
Simon Beaufoy, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Filme Estrangeiro
Departures, de Kundo Koyama

Melhor Animação
Wall-E, de Andrew Stanton

Melhor Fotografia
Anthony Dod Mantle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Direção de Arte

O Curioso Caso de Benjamin Button


Melhor Figurino
A Duquesa

Melhor Som
Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Efeitos Sonoros
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Montagem
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Efeitos Visuais

O Curioso Caso de Benjamin Button


Melhor Maquiagem

O Curioso Caso de Benjamin Button


Melhor Trilha Sonora
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Canção
Jai Ho, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Curtametragem (animação)
La Maison em Petits, de Kunio Kato

Melhor Curtametragem
Toyland, de Jochen Alexander

Melhor Curtametragem (documentário)
Smile Pinki

Melhor Documentário em Longametragem
O Equilibrista, de James Marsh



- Postado por: O Vitor viu... às 11h19
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Ø  QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO (Slumdog Millionaire – dir: Direção: Danny Boyle
Roteiro: Simon Beaufoy, baseado em livro de Vikas Swarup)

“EU SOU INDIANO E NÃO DESISTO NUNCA!”

                Badaladíssimo às vésperas do Oscar e colecionando prêmios por toda a parte, o filme retrata com tintas fortes a violência e a miséria na Índia, tendo como protagonistas dois irmãos, que desde crianças, sobrevivem de pequenos golpes e caem nas mãos de vilões dignos das histórias de conto de fadas. Sim, o filme não consegue escapar do maniqueísmo, do estereótipo, de um amontoado de clichês e de um roteiro com mais furos do que um queijo suíço. Por isso, parece incompreensível tanta badalação em torno de um filme, que preza, sobretudo, pela busca de soluções fáceis na construção dos personagens (ou se é bom ou se é mau). Até uma certa “virada” de um personagem na reta final soa forçada e gratuita.

                Jamal K. Malik (Dev Patel) é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV "Quem Quer Ser um Milionário?". Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas. Jamal tem um irmão mauzinho e uma princesa encastelada que ele precisa livrar da garra de terríveis vilões. Como se não bastasse, precisa convencer truculentos policiais e ainda driblar a esperteza de um inescrupuloso apresentador (sim, todos são maus, muito maus) para almejar a tão sonhada felicidade e, finalmente, livrar-se da saga de tanta dor e sofrimento. Novela mexicana perde.

                O início do filme é interessantíssimo, pois o excesso de violência e o naturalismo exacerbado parecem querer nos levar a algum lugar. No fim, tudo soa gratuito. A violência e a miséria acabam funcionando apenas como elementos para despertar a piedade do espectador para o drama do protagonista. Com um final pra lá de previsível, ainda há inacreditáveis cenas de flashback no desfecho para que o espectador tenha tudo muito bem mastigadinho, sem precisar pensar. No quesito “costumes da Índia” sou mais a novela da Glória Perez, pois pelo menos ela não engana ninguém com seu puro folhetim e não este filme, que é pretensão pura disfarçada de simplismo e superficialidade. Impossível sair da sala com essa sensação de “já vi esse filme muitas vezes”. Decepção total.

Cotação: @ Fraco



- Postado por: O Vitor viu... às 03h34
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AGORA É QUE SÃO ELAS

A cerimônia de entrega do Oscar já é no próximo domingo, concidindo com o carnaval. Como o favorito a melhor filme,Slumdog Millionaire” , ainda não chegou, o blog “Cinema, etc” sugere uma conferida nos três filmes com as mais fortes candidatas a melhor atriz: “O leitor”, com Kate Winslet em verdadeiro estado de graça; “Dúvida”, com a infernal Meryl Streep batendo recordes e vestindo hábito; e “O casamento de Rachel”, em que Anne Hathaway desconstrói sua imagem de princesinha e bonequinha de luxo pós-moderna vivendo uma drogada em recuperação. De quebra, ainda temos no filme, para os saudosistas, o retorno de Debra Winger, estrela de “Laços de ternura e “Cowboy do Asfalto”.

Escolha sua favorita e boa sessão!!!

 

 

Ø  O LEITOR (The Reader – Direção: Stephen Daldry – roteiro de David Hare, baseado em livro de Bernhard Schlink – EUA/Alemanha, 2008)

Stephen Daldry, bem sucedido diretor de “Billy Elliot” e “As horas”, retorna nesse filme, perseguindo sua costumeira temática do herói às avessas e sua busca pelo auto-conhecimento. Só que em “O leitor”. tal temática vem disfarçada por entre um atraente miolo. A história do jovem Michael Berg (David Kross, ótimo), que se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas. Anos depois, o atormentado jovem dá lugar a um amargurado homem (Ralph Fiennes), que vive fechado entre seus segredos e pensamentos e jamais conseguiu se entregar a alguém. Talvez as seqüelas deixadas por Hannah tenham provocado mais impactos do que ele pensava. O que, a princípio, a nós parece ser um filme de amor, vai aos poucos ganhando contornos trágicos e tristes, sempre acompanhados de uma bela trilha sonora. Um filme sobre segredos e silêncios. Sem dúvida, Kate Winslet é a grande razão de ser do filme. Na pele da enigmática Hannah, a atriz consegue dar conta das mais variadas reações apenas com o olhar. Um belíssimo trabalho de composição e uma atuação corajosa e emocionante. A atriz conseguiu ser perfeita, ao encarnar uma mulher dura, embrutecida e seca, mas que também se emociona, ama e sofre através dos romances que Michael lê para ela.  Apesar de favorita ao Oscar, a atriz tem pela frente: a recordista de indicações Meryl Streep em “Dúvida”. Vencedora ou não, Kate Winslet entra, definitivamente, para o rol das grandes atrizes.

Cotação: @@@@ Ótimo

Ø  DÚVIDA (Doubt – Roteiro e direção: John Patrick Shanley, baseado em peça teatral de sua própria autoria – EUA, 2008)

O DIABO VESTE HÁBITO

O carismático padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) tenta acabar com os rígidos costumes da escola St. Nicholas, localizada no Bronx. A diretora do local é a irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), que acredita no poder do medo e da disciplina. A escola aceitou recentemente seu primeiro aluno negro, Donald Miller (Joseph Foster), devido às mudanças políticas da época. Um dia a irmã James (Amy Adams) conta à diretora suas suspeitas sobre o padre Flynn, de que esteja dando atenção demais a Donald. É o suficiente para que a irmã Aloysius inicie uma cruzada moral contra o padre, tentando a qualquer custo expulsá-lo da escola.  Sim, este parece ser o mote central de “Dúvida” e o filme acaba não dando resposta para esta e para outras dúvidas. Teria o padre abusado do menino? Talvez a resposta para esta pergunta não interesse tanto quanto as questões suscitadas pelo filme. Mais interessante é a questão da eminência parda da freira interpretada por Streep que, para combater o padre, teoricamente mais forte do que ela, precisa se utilizar de métodos que fogem aos trâmites tradicionais. Uma verdadeira raposa, que consegue se impor. A esperteza que vence a força. Também há a questão do tradicional versus o novo, da fofoca versus a virtude, da intolerância versus a compaixão.

A imagem ameaçadora da freira lembra muito no início sua já antológica Miranda Priestley, de “O diabo veste Prada”. Quando ela chega, mobiliza e assusta como a editora fashion, mas se temos uma Meryl Streep à frente do papel, as delícias experimentadas pelo espectador são sempre novas. Arrasadora como sempre, Meryl Streep consegue sua 15ª indicação ao Oscar e brilha intensamente nesse filme, cujo ponto alto está na interpretação dos atores. Um verdadeiro duelo de craques onde todos saem vencedores. Philip Seymour Hoffman e Amy Adams, ambos também indicados ao Oscar, defendem seus papéis com garra e talento. Viola Davis, que vive a mãe do menino, aparece pouquíssimo, mas sua personagem impressiona pelo pragmatismo e pela lucidez e sua presença é tão marcante, que lhe rendeu uma indicação à estatueta da Academia.

                Mais vale questões a se refletir do que dúvidas respondidas de maneira simples. Um filme para se ver de olhos abertos e mente aguçada.

Cotação: @@@@@ Excelente.

Ø  O CASAMENTO DE RACHEL (“Rachel getting married” – Dir: Johnatan Demme – EUA, 2008)

Estilo câmera nervosa e tom documental, a narrativa, às vezes, é cansativa demais e parece que estamos diante daqueles filmes caseiros intermináveis de casamento de família aos quais somos obrigados a assistir de vez em quando. No fim, até que a “tortura” é justificável. Anne Hathaway (cuja atuação cheira a indicação ao Oscar – texto escrito em setembro na época do festival, portanto profecia cumprida!!!) está perfeita na pele de Kim, a irmã problemática que sai da clínica de reabilitação para participar do casamento da irmã, Rachel (Rosemarie DeWitt, ótima). Lembrando a parábola do filho pródigo, a incompreensão e a hipocrisia permeiam os preparativos para a festa. Kim, na sua volta pra casa, parece uma estranha aos olhos da família e terá que lidar com todo tipo de reação, desde os ciúmes da irmã à indiferença da mãe, vivida por Debra Winger, estrela de filmes nos anos 80, em ótimo retorno como a mãe ausente. Vale como uma terapia de família.

           Cotação: @@@ Bom

 



- Postado por: O Vitor viu... às 01h13
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Betty Faria na Faixa Interativa do Canal Brasil

Queridos, nessa próxima sexta, dia 13/02, a "Faixa Interativa" do Canal Brasil tem como tema "Betty Faria". São três filmes de nossa estrela a concorrerem. O vencedor será exibido na sexta, às 22:00.
Para votar, é só acessar o Canal Brasil: www.canalbrasil.com.br

Toda semana, Simone Zuccolotto oferece um atraente cardápio com três opções de longas-metragens. O assinante escolhe sua produção favorita e fica na torcida pelo resultado.
Qual filme você gostaria de assistir na próxima semana?
Tema: Betty Faria
Anjos do Arrabalde
O Beijo
Romance da Empregada
Vamos aguardar o resultado do filme vencedor.


- Postado por: O Vitor viu... às 19h32
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"Glória" à brasileira.

Ø  VERÔNICA (Brasil, 2008 – dir: Mauricio Farias - Roteiro: Bernardo Guilherme e Maurício Farias, com diálogos de Bernardo Guilherme, Maurício Farias e Andréa Beltrão)

Com um ar meio “Gloria”, de Cassavestes, esse thriller “brazuca” muitíssimo bem realizado é um curiosa incursão de nosso cinema no gênero “ação”. Andréa Beltrão, com a competência de sempre, brilha como a professora primária, cansada e desmotivada, que se vê em maus lençóis ao proteger Leandro, um aluno que teve seus pais assassinados. Este aluno carrega consigo um pen-drive com as provas de envolvimentos da polícia com traficantes. O filme tem uma tensão crescente e faz uma crítica bastante madura à questão da violência, da corrupção da polícia e da impunidade no nosso país, onde nem sempre a lei está do lado de quem está com a razão.O objetivo de Verônica é salvar Leandro, mas ao se dar conta de que, ao mesmo tempo, busca um sentido para sua vida. O elenco como um todo é muito bom, mas na atuação de Andréa Beltrão, está o grande motivo para se ver o filme.

Cotação: @@@@ Ótimo



- Postado por: O Vitor viu... às 02h05
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Pipoca saborosa

Ø  SE EU FOSSE VOCÊ 2 (Brasil, 2009 – dir: Daniel Filho – Roteiro de Adriana Falcão, Renê Belmonte e Euclydes Marinho, baseado em argumento de Daniel Filho)

Seqüências são, em sua maioria, decepcionantes. Sem a inspiração do primeiro filme, a única motivação delas quase sempre é comercial. Felizmente, não é o caso dessa bem sucedida comédia, ainda melhor do que o primeiro filme.

O hilário casal, interpretado brilhantemente por Tony Ramos e Glória Pires, encontra-se novamente na situação do primeiro filme. Trocam de corpos. E o pior: no meio de uma separação e às vésperas do casamento da filha única. Talvez esse seja o diferencial do filme. Seu argumento não se apóia somente na troca de identidades, mas também enfoca a crise familiar, claro, de um modo bastante leve e bem-humorado.

Ainda que previsível, o roteiro é redondinho e conta com ótimas tiradas. A dupla de protagonistas dá simplesmente um show e vale totalmente o ingresso. Eles estão super à vontade e parecem se divertir junto com o público. Há cenas hilárias no filme, mas destaca-se a cena do “feminino” Tony Ramos jogando futebol .  É simplesmente impagável também a seqüência da “masculina” Glória Pires indignada ao descobrir a gravidez da filha. Todo o elenco está muito bem, com destaque para Chico Anysio e Maria Luiza Mendonça, perfeitos e em sintonia com os protagonistas.

Enfim, pra quem reclama que cinema brasileiro se resume a “filmes-cabeça”, filmes com temática sertão/violência ou filmes infantis de férias, “Se eu fosse você 2” mostra que também sabemos criar um bom cinema de entretenimento, sem dever nada (em alguns casos bastante superiores) às comédias de verão americanas. Sim, é da categoria “filme pipoca”. Mas é das pipocas mais saborosas.

Cotação: @@@ Bom



- Postado por: O Vitor viu... às 04h40
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26/01/2009 - 21h40

Com público de 3,6 milhões, "Se Eu Fosse Você 2" lidera bilheterias pela quarta semana

Da Redação
Pelo quarto fim de semana seguido, "Se Eu Fosse Você 2" liderou as bilheterias do país. A comédia estrelada por Tony Ramos e Glória Pires levou mais de 319 mil pessoas ao cinema e já soma um público total de 3,6 milhões de pessoas, a mesma marca que o primeiro filme da série atingiu no total.

Gloria Pires e Tony Ramos repetem par romântico na comédia "Se Eu Fosse Você 2"

O longa deixou para trás as estreias de "Austrália", "Surpresas do Amor" e "Um Faz de Conta que Acontece". As informações são do site Filme B.

Para efeito de comparação, "Tropa de Elite", o filme mais visto do país em 2007, teve um público total de 2,4 milhões de pessoas. "Meu Nome Não é Johnny", o maior sucesso nacional de 2008, de 2,1 milhões.
Divulgação
Em segundo lugar no ranking ficou "O Curioso Caso de Benjamin Button", com Brad Pitt e Cate Blanchett no elenco e um dos favoritos ao Oscar, com 13 indicações. A fábula sobre um homem que nasce velho e rejuvenesce com o passar do tempo levou 230 mil pessoas aos cinemas em sua segunda semana em cartaz. A comédia "Um Faz de Conta que Acontece", com Adam Sandler, ficou em terceiro lugar, com público de 188 mil pessoas.

As outras estreias de peso da semana, "Austrália" (com Nicole Kidman) e "Surpresas do Amor" (com Reese Witherspoon) ficaram a 5ª e a 6ª posição respectivamente.

Veja o ranking completo do fim de semana:

1) Se Eu Fosse Você 2
2) O Curioso Caso de Benjamin Button
3) Um Faz de Conta que Acontece
4) O Dia em que a Terra Parou
5) Austrália
6) Surpresas do Amor
7) Marley e Eu
8) Bolt - Supercão
9) Madagascar 2
10) Sete vidas
Fonte: Uol


- Postado por: O Vitor viu... às 02h25
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