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Brett Penace



Da telinha para a telona: sucesso!

Ø  SEX AND THE CITY – O FILME (Dir: Michael Patrick King – EUA, 2008)

Transposições de sucessos da TV para o cinema, invariavelmente, geram polêmica. Ou da parte dos fãs, que enxergam sua obra favorita sendo adulterada para a tela grande, ou da parte dos não-fãs que não enxergam no filme nada além de um episódio gigante.  Não foi diferente com “Sex and the City”. Claro que, para arrebanhar um número maior de espectadores, o diretor Michael Patrick King fez várias concessões. O filme está longe de ser ousado e apimentado como a série, mas nãp chega a ser mais um besteirol americano.

Ao contrário, o filme pode até fazer com quem nunca acompanhou as aventuras de Carrie e suas amigas se interesse e compre os DVDs do seriado. Com menos “sex” do que de costume, já que as trintonas solteironas do seriado agora já estão quarentonas e devidamente comprometidas. O filme gira em torno dos preparativos do casamento de Carrie (Sarah Jessica Parker) e seus desdobramentos. Mas também o filme não perde a vista na vida das outras três “garotas”: a sonhadora Charlotte (Kristin Davis), às voltas com seu casamento e a filha adotiva; a racional Miranda (Cynthia Nixon, a melhor atriz das quatro), que tem dificuldades em conciliar casamento e família; e a sensual Samantha (Kim Catrall, belíssima), que acostumada a ser sempre o centro das atenções, agora vive em função do bonitão marido astro de cinema. Ainda tem a participação (desnecessária) da “dreamgirl” gritona  Jennifer Hudson.

A longa duração do filme (148 minutos) passam de forma leve. O filme segue a receitinha de bolo dos blockbusters americanos e tem todos os ingredientes na dose certa para agradar. Claro que fica muito aquém da série, mas os adoradores órfãos poderão matar a saudade e até se emocionarem com a bela história de amor.  Vale a pena o risco.

Cotação: @@@@ Ótimo.



- Postado por: O Vitor viu... às 04h56
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sexta tem MARATONA!
lírios, dj, scarlett johansson, che guevara, bolo, ana bolena, café

sexta, 6 de junho a partir das 23h

programação


23h
Abertura do cinema

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23h20A OUTRA, (The Other Boleyn Girl),
de Justin Chadwick. Inglaterra / EUA, 117 min. Imagem.
Com Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana,  Jim Sturgess, Kristin Scott Thomas.

Na Inglaterra do século 16, duas irmãs, Mary (Scarlett Johansson) e Anne Boleyn (Natalie Portman), lutam ferozmente pelo posto de esposa do Rei Henrique VIII (Eric Bana).

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Lounge com o dj JORGE LUIZ

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2h30 – PERSONAL CHE (idem) de Douglas Duarte, Adriana Marino. EUA, 87 min. Estação.
Documentário  sobre o(s) mito(s) construído(s) em torno da figura de Che Guevara.

Diversas pessoas ao redor do mundo reinterpretam a lenda de Che Guevara. Do rebelde que vive em Hong Kong e luta contra o crescimento do país, ao neo-nazista da Alemanha que prega a revolução, passando pelo cubano que odeia Fidel Castro. Depoimentos que provam que o símbolo histórico do revolucionário argentino sobrevive até hoje. Mas, como todo símbolo, cada um o percebe de uma forma, muitas vezes de maneiras bastante contraditórias. Muitos filmes tentaram revelar a verdade por trás do mito de Che Guevara. Este documentário, pelo contrário, tenta explorar o mito por trás da verdade. Cor 87min

****************
lounge com o dj JORGE LUIZ

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4h45 - LÍRIOS D´ÁGUA (Naissance des pieuvres) de Céline Sciamma.
França. 85 min. Pandora. Com Pauline Acquart, Louise Blachère, Adele Haenel Prêmio Louis Delluc
MELHOR FILME DE ESTREANTE FRANCÊS 2007 Indicado a 3 CÉSARs: MELHOR PRIMEIRO FILME, ATRIZES-REVELAÇÃO (Louise Blachère, Adele Haenel)


Num subúrbio de Paris, em pleno verão, três amigas de 15 anos praticam nado sincronizado e, enquanto convivem pelos corredores e vestiários da academia, despertam entre si os primeiros sentimentos de desejo, amor e violência.

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BOLO e CAFÉ

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Maratona Odeon
Odeon Petrobras
sexta, dia 6 de junho, a partir das 23 h
ingressos: R$ 20,00


- Postado por: O Vitor viu... às 15h26
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Retrospectiva Betty Faria no Canal Brasil

A MAIS BRASILEIRA DE TODAS AS MUSAS

Sensual ou cômica, ousada ou dramática, a carioca Betty Faria segue como uma das maiores atrizes brasileiras, prestes a completar 67 anos. Seu filme mais recente (Bens Confiscados - dia 28 - 22h) está entre as estréias do Canal Brasil e marca uma nova colaboração com o cineasta Carlos Reichembach (detalhe: Betty também é produtora desse drama familiar e político). Por essas e outras, o Canal mexeu em seus arquivos e homenageia a atriz com um festival exclusivo. Além do inédito documentário 'Retratos Brasileiros: Betty Faria', o canal enfileira filmes de épocas diferentes da carreira da atriz: adaptação da peça O beijo no asfalto, de Neldon Rodrigues, "O beijo" (dia 9, 0h), marca a estréia de Betty no cinema em 64, ao lado de Reginaldo Faria e Jorge Dória; "Romance da Empregada" (dia 16, 0h), longa de Bruno Barreto lançado em 87, deu lhe o prêmio de melhor atriz no Festival de Havana; o clássico "Bye, Bye, Brasil", (dia 23 - 0h), fita de Cacá Diegues, do ano de 79 é um road-movie transamazônico, que conta com José Wilker e Fábio Jr. no elenco; também de 1979, "O bom burguês" (dia 30, 0h), de Oswaldo caldeira, traz uma história baseada em fatos reais sobre o desvio de 2 milhões de dólares do Banco do Brasil em favor dos revolucionários do MR-8. Em maio, o Festivel segue com o alucinado "Os monstros do Babaloo" (1970) e o belo drama "Anjos do Arrabalde" (1987), também de Rechembach.

Fonte: Revista Monet (abril - 2008)

Ótima oportunidade pra quem tem o Canal e merecida homenagem à nossa estrela.


- Postado por: O Vitor viu... às 02h27
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O Baile de Laís!

Ø  CHEGA DE SAUDADE (Brasil, 2008 – dir: Laís Bodansky)

 

Aclamado no Festival de Brasília e com aguardadíssima estréia nesse fim de semana, o novo longa da diretora de “Bicho de Sete Cabeças” surpreende por contar uma história simples fugindo de todos os clichês e soluções fáceis para filmes do gênero. O espectador é praticamente sugado para o interior de um tradicional salão de dança, onde os mais variados tipos vivem suas aventuras e desventuras amorosas. A perspectiva de romance permeia todo o filme e, aos poucos, vamos nos juntando aos muitos casais e, tais como personagens do filme, acabamos no embalo das canções inspiradíssimas interpretada pela endiabrada Elza Soares e pelo ótimo Marku Ribas. Os planos fechados de Laís facilitam a atmosfera de cumplicidade e intimidade do público. Uma fotografia inspirada e realista, que não poupa marcas de expressão, na imperfeição dos traços, faz-se bela.Num elenco recheado de estrelas, o salão é o personagem principal e, nele, ficamos sabendo da vida de todos. Betty Faria, na contramão de seus costumeiros personagens sedutores, nos brinda com uma personagem que exala melancolia e solidão.Comovente atuação, bem como a de Cássia Kiss, que brilha no minimalismo de seus gestos e o carismático Stepan Necessian. Clarice Abujamra atua com o olhar. Miriam Mehler mata as saudades dos noveleiros das antigas. Paulo Vilhena e Maria Flor fazem a ponte de identificação com o público jovem. Enfim, todo o elenco está irretocável, mas Tônia Carrero e Leonardo Villar merecem menção especial ao protagonizarem a cena mais bela do filme e, talvez, uma das mais belas dos últimos tempos.  De arrepiar. No mais, nos resta a saudade ao final da projeção e a sensação deliciosa de que ficaríamos durante mais tempo apreciando esse belo mosaico de tipos. Um acertado baile de Laís.

Cotação: @@@@@ Excelente.

 Acima, Betty na pele da divertida e carente Elza. Abaixo, Cássia não resiste aos xamegos de Stepan.



- Postado por: O Vitor viu... às 04h55
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Sob o signo da delicadeza.

Ainda dá tempo!

Ø  O SIGNO DA CIDADE (BRASIL, 2007 – Dir: Carlos Alberto Ricelli)

O casal Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli, há anos conhecido do público por seu trabalho televisivo, faz uma feliz estréia no cinema: ele, como diretor e ela, como atriz e roteirista. “O signo da cidade” superou todas as expectativas e o resultado é um belo filme-mosaico que mostra vidas que se intercalam na solitária e grandiosa São Paulo.

Através de seu programa de rádio, a astróloga Teca (Bruna em ótima atuação) presta serviços e dá conselhos a ouvintes que precisam. Ela está sem motivação, até que um inesperado acontecimento a faz perceber que a solidariedade é preciso. Com um elenco numeroso, todos têm espaço para brilhar, mas as grandes atuações ficam por conta dos veteranos Juca de Oliveira e Eva Wilma, que aproveitam cada um dos poucos minutos que aparecem na tela. Graziela Moretto, Denise Fraga, Malvino Salvador e Luis Miranda também merecem destaques.

Trilha sonora envolvente, com direito a Caetano e Bethânia, fotografia correta e uma sinceridade ímpar ao contar a história, fazem do filme um programa imperdível. Os eventuais deslizes do roteiro e alguns poucos clichês são compensados por cenas delicadas e poéticas. Um filme belo e honesto, que não poupa o espectador de cenas fortes e tristes, mas que também o brinda com delicadeza e verdade.

Cotação: @@@@ Ótimo.



- Postado por: O Vitor viu... às 01h43
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A star is born...

 

(Obrigado, Júlio!)

Menção honrosa:

 

Sempre bela e talentosa: Julie Christie.



- Postado por: O Vitor viu... às 13h54
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Momento Oscar 2008!

O vencedor Daniel Day-Lewis reverencia a "rainha" Helen Mirren. Abaixo Javier Barden, grande!

(Cortesia do amigo Júlio Amaral - Dedicado a ele e à minha amiga cinéfila Tieta (ex-Rapunzel). 



- Postado por: O Vitor viu... às 13h48
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Americanos enxergam o mundo no Oscar 2008.

                

           O filme “Onde os Fracos não têm vez” foi o grande vencedor do Oscar com 4 estatuetas : filme, diretor, roteiro adaptado  e ator coadjuvante para o excelente Javier Barden. Até aí nenhuma surpresa. O filme era realmente o favorito. Mas devo confessar que minha maior alegria da noite foi a surpreendente premiação para Marion Cotillard como melhor atriz. Na pele, no corpo e na alma de Edith Piaf, talvez o maior ícone feminino da música daquele país, a atriz não só deu um banho de interpretação com um trabalho de composição magnífico, como também emocionou meio mundo com sua atuação pra lá de arrebatadora. Até que enfim os americanos deixaram de enxergar o próprio umbigo e premia só atores estrangeiros pela segunda vez na história. A primeira foi há mais de quarenta anos atrás. Outra agradável surpresa foi a premiação de melhor roteiro original para o delicioso “Juno”. Citaria como grande injustiça o ótimo “Desejo e reparação”, que saiu com apenas uma estatueta, de melhor trilha sonora, quando merecia muito mais. Numa noite de prêmios bem distribuídos, foi uma das raras ocasiões em que não desligo a TV morrendo de raiva do resultado. Confira a premiação completa:

Gringos se dão bem: Daniel Day-Lewis, Tilda Swinton, Marion Cottilard e Javier Barden.

Melhor Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Direção: Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Ator: Daniel Day-Lewis - Sangue Negro

Melhor Atriz: Marion Cotillard - Piaf Um Hino ao Amor

Melhor Ator Coadjuvante: Javier Bardem - Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Atriz Coadjuvante: Tilda Swinton - Conduta de Risco

Melhor Animação Longa-Metragem: Ratatouille

Melhor Roteiro Adaptado: Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Roteiro Original: Juno

Melhor Direção de Arte: Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Melhor Fotografia: Sangue Negro

Melhor Figurino: Elizabeth: A Era de Ouro

Melhor Filme Estrangeiro: The Counterfeiters - Áustria

Melhor Documentário: Taxi to the Dark Side

Melhor Documentário Curta-Metragem: Freeheld

Melhor Montagem: O Ultimato Bourne

Melhor Maquiagem: Piaf - Um Hino ao Amor

Trilha Sonora Original: Desejo e Reparação

Melhor Canção Original: "Falling Slowly" - Once

Melhor Curta Animado: Peter & the Wolf

Melhor Curta Live-Action: Le Mozart des Pickpockets

Melhor Edição de Som:  O Ultimato Bourne

Melhor Mixagem de Som: O Ultimato Bourne

Efeitos Especiais: A Bússola de Ouro

 



- Postado por: O Vitor viu... às 01h12
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Tropa Voluntária

DOAÇÕES PARA O FILME TROPA DE ELITE SÃO DIRECIONADAS PARA O INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER

A Zazen Produções – produtora de José Padilha e de Marcos Prado - responsável pelo filme “Tropa de Elite” se une à Área de Ações Voluntárias do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para uma ação solidária. Procurados por espectadores que disseram ter assistido o longa em cópia pirata, e que se prontificaram a pagar o valor do ingresso para a produtora, a Zazen optou por repassar os valores ao Inca.  A partir de agora, quem quiser fazer o depósito do valor do ingresso poderá  encaminhá-lo diretamente ao  INCAvoluntário - Área de Ações Voluntárias do Instituto Nacional de Câncer  INCA , através de depósito no Banco do Brasil - agência: 3118-6  e conta corrente: 16021-0.
- A nossa idéia foi aproveitar a manifestação do público e fazer disso uma ação solidária - diz Marcos Prado, produtor do filme.

Tropa de Elite
“Tropa de Elite”, de José  Padilha, foi o filme mais visto e mais comentado de 2007. O longa estreou em outubro nos cinemas e fechou o ano com aproximadamente 2,5 milhões de espectadores. Vítima de pirataria antes de estrear, estima-se que mais de 11,5 milhões de pessoas tenham assistido o longa-metragem em cópias piratas.  O filme inicia carreira internacional agora em 2008, e participa do Festival de Berlim que acontece entre 7 e 17 de fevereiro na capital alemã.

O INCAvoluntário
O INCAvoluntário  é a Área de Ações Voluntárias do Instituto Nacional de Câncer  responsável pela gerência dos voluntários – cerca de 700 pessoas – e pelo recebimento de doações para o Instituto. Entre sua tarefas, estão entre outras, a distribuição de bolsas de alimentos (cerca de mil por mês), empréstimo de cadeiras de rodas, doação de fraldas descartáveis infantis e geriátricas a pacientes em condições socioeconômicas desfavoráveis, acolhimento dos  pacientes que chegam ao INCA, além de trabalhar na humanização dos ambientes das unidades hospitalares, tornando-as mais confortáveis para usuários.

Os recursos serão destinados à construção da Casa do Paciente, que reunirá todas as atividades voltadas aos pacientes do INCA, incluindo oficinas, sala de estar, auditório, entre outras ações.

 



- Postado por: O Vitor viu... às 19h41
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O Vitor viu tanta coisa boa por aí...

(que mal teve tempo de postar tudo)

 

Pois é, queridos amigos! Além da corre-corre que se transformou minha vida e de mil novidades que tem pintado, peço desculpas por abandonar o blog por tanto tempo. Como tarefa de fim de ano, vou me redimir e relatar o que andei vendo por aí. Como nem tudo é cinema, a lista é caprichada. Lá vai:

 

-> PIAF – UM HINO AO AMOR: Marion Cottilard nos oferece a interpretação mais emocionante e impactante do ano ao dar vida de forma espantosa à eterna cantora francesa. Ainda em cartaz em alguns cinemas no circuito carioca, não deixem de conferir quando o filme sair em vídeo. Prepare seu lencinho, pois o filme é daquelas sagas emocionantes e grandiosas. Com uma narrativa que foge do estilo cronológico e linear, é um filme reverente e belo, que faz uma justa homenagem a uma das maiores cantoras de todos os tempos. A trilha sonora nem preciso comentar, né? Vem aí uma provável indicação ao Oscar de melhor atriz. Com muitos méritos.

 

-> EU SOU MINHA PRÓPRIA MULHER: Dono de uma comovente e visceral atuação, Edwin Luisi interpreta mais de 20 personagens ao contar a história do travesti Charlotte von Mahlsdorf, que enfrentou a guerra, a Alemanha nazista e sobreviveu a todas as adversidades. Embora o texto seja primoroso, o que mais comove é a entrega do ator ao projeto. Uma aventura apaixonante e apaixonada.

 

-> A ALMA IMORAL: Grande sucesso teatral da temporada, Clarice Niskier também nos brinda com uma corajosa atuação, desnuda (mesmo!) de prconceitos e convenções. O livro do rabino Nilton Bonder é dissecado em duas peculiaridades e temas como tradição, traição, lei, família, corpo e alma são encenados e discutidos em um espetáculo que mobiliza e faz a platéia refletir. Pena que já saiu de cartaz, mas não posso deixar de mencionar que é realmente uma releitura de valores. Genial!

 

-> A CASA DE ALICE: Meio despercebido nas telas cariocas, o filme é de uma crueza que chega a comover. Somos convidados a observar o dia-a-dia de uma família de classe média baixa paulista em que nada nos é ocultado. Aqui não encontraremos estereótipos, mas seres humanos de carne e osso, com defeitos, qualidades e conflitos. A ausência de qualquer trilha sonora reforça o realismo do filme. A protagonista Carla Ribas revela-se uma grande atriz para o grande público. Porém, é a veterana atriz Berta Zemel (que protagonizou a antiga novela “Vitória Bonelli”, lembra?) é a dona de todas as cenas.

Vale muito a pena.

 

-> LEÕES E CORDEIROS: Três grandes astros de Hollywood, Tom Cruise, Meryl Streep e Robert Redford, pela primeira vez reunidos em uma reflexão sobre a Guerra do Golfo. Boas atuações em mais uma crítica ao governo Bush.

 

-> PODECRER: Para os saudosistas, o filme conta a história de um grupo de jovens amigos do início da década de 80, prestes a encarar a fase adulta, dividem seus dramas e expectativas para o futuro. Bonitinho e com boas atuações de Maria Flor e companhia. Destaque para Fernanda Paes Leme.

 

-> JOGO DE CENA: Eduardo Coutinho (“Edifício Master”) é um mestre em radiografar os dramas e sentmentos das pessoas. Neste novo filme, ele se supera ao realizar um misto de documentário e ficção onde mulheres contam suas histórias reais e estas, em dado momento, são reproduzidas por atrizes do quilate de Fernanda Torres, Marília Pêra e Andréa Beltrão (excelente!). Emoção sincera e experiência enriquecedora.

 

-> MINHA MÃE É UMA PEÇA: Coqueluche de comédia da temporada, o excelente Paulo Gustavo interpreta com maestria uma mãezona daquelas tradicionais. A identificação com o público é imediata, já que todos nós já conhecemos uma figuraça como aquela em cena. Os trejeitos do ator são impressionantes e parece que, de fato, estamos diante de nossa mãe. Muito engraçado mesmo!

 

-> GOTA D´ÁGUA: Essa remontagem do grande sucesso de Chico Buarque tem poucos recursos técnicos, mas sobra em emoção e em grandes atuações. A saga de uma Medeia carioca e pobre é recontada com garra e com vibração que por si só já merecem aplausos. A atriz Isabela Bicalho (a antiga Narizinho nos anos 80) revela-se uma cantora surpreendente e uma atriz visceral, cuja interpretação chega a arrancar lágrimas de quem assiste. Falar das belíssimas canções é desnecessário, né?Aplausos efusivos de pé.

 

-> TRÊS MENINAS DO BRASIL: Um encontro feliz. Reunião de três talentos não muito óbvios de nossa MPB. Belas e diferentes entre si, a maranhense Rita Ribeiro, a carioca Teresa Cristina e a mineira-baiana Jussara Silveira, unem suas vozes e seus estilos em um espetáculo de excelência e sensibilidade ímpar. Elas driblam a fácil solução de um apanhado de sucessos da carreira e se arriscam em caminhos que fogem do habitual e interpretam canções que vão desde Dorival Caymmi, passando por Caetano até composições próprias. Cada qual com seu estilo tem seus momentos. Juntas ou separadas, elas encantam pela beleza de suas vozes, pela sintonia perfeita do encontro e, principalmente, pela alegria que passam de estarem juntas. Ficamos aqui na torcida por uma longa temporada de sucesso, com direito a CD e DVD. Vida longa para o projeto. 

 



- Postado por: O Vitor viu... às 03h15
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Vi e vivi mais um Festival do Rio.


Queridos leitores, devo desculpas por não ter tido tempo de postar dicas para o Festival do Rio 2007. Este ano não foi como aqueles que passaram, quando eu comprava mais de 25 filmes e vivia intensamente o Festival. Não foi por vontade própria, mas o corre-corre dos compromissos profissioais me obrigou a reduzir a marcha, mas seguir em frente. Não assisti a tantos filmes como gostaria (“À prova de Morte”, do Tarantino e “Irland Empire”, de David Linch, por exemplo, já estavam com ingressos esgotados), mas os que fui conferir, alguns entrarão em cartaz.

"Nome próprio"

                 

"Piaf - um hino ao amor"         "O acompanhante"         

 

 

                   

        "Shortbus"                    "Mulheres, Sexo, verdade, mentira"

"Like a virgin"


Na premiére Brasil, posso destacar “Nome próprio”, de Murilo Salles, em que vemos uma Leandra Leal, desnuda (literalmente), entregue, visceral, sem dúvida seu melhor trabalho. O talento da atriz já não é nenhuma novidade, mas sem dúvida esse filme vai surpreender quem ainda tinha alguma dúvida. Fiquem de Olho.

Ainda na mostra brasileira, temos o descontraído “Mulheres, Sexo, verdade”, mix de documentário e ficção de Euclides Marinho, que traz a sempre carismática Júlia Lemmetrz encabeçando o elenco. Comédia despretensiosa, com bom humor e descontração. “Onde andará Dulce Veiga?”, de Guilherme de Almeida Prado, surpreende pelo bom elenco e pela envolvente história sobre a diva desaparecida. Um pouco cansativo ao final, mas vale a pena conferir pela criatividade e pela inspiração no sempre excelente Caio Fernando Abreu.

Para os românticos incuráveis e sentimentais de plantão, vem aí um prato cheio: “Piaf – Um hino ao amor”, que narra a trajetória de vida emovionante e sofrida da maior estrela da música francesa. A interpretação da atriz Marion Cottilard é algo inacreditável. Ela parece personificar-se na própria Piaf. De arrepiar. De cara uma grande candidata ao Oscar.

Na mostra “Gay”, o destaque fica por conta do irreverente “Like a Virgin”, que mescla humor, emoção e superação na história do adolescente japonês que sonha ser como Madonna. Sem ser agressivo e cheio de humanidade, o filme emociona e agrada a todos os públicos. Já “Homens Nus” foi pra lá de decepcionante, com sua narativa arrastada e trama clichê do homem mais velho que se apaixona por um garotão. Tedioso e Tediante.

O destaque dos “Midnight Movies”, sem dúvida foi “ShortBus”, que mescla várias tramas de frequentadores de um clube muito louco. Cenas pornográficas de orgias reais se intercalam com dramas pessoais. Para mexer com os hormônios dos mais “nervosos”...

Outras boas opções são: “O acompanhante”, com a eterna diva Lauren Bacall e “Garrafas Vazias”, que mostra uma virada de vida de um professor na terceira idade.

Pra quem perdeu o Festival, o Odeon vai apresentar durante toda a semana o Festival Última Chance, com alguns dos filmes que rolaram durante o evento.

Confira a programação abaixo e a relação dos vencedores deste ano. Até a próxima!



- Postado por: O Vitor viu... às 16h01
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FESTIVAL DO RIO - ÚLTIMA CHANCE


de 5 a 13 de outubro

37 filmes na repescagem do Festival do Rio

Odeon BR

ingresso: R$ 13,00 (Maratona: R$20,00)
CREDENCIADOS e portadores de PASSAPORTE devem trocar ingressos na bilheteria, se a sessão estiver cheia (exceto para a Maratona onde as credenciais e os passaportes não serão aceitos)



PROGRAMAÇÃO

Sexta 5-outubro
13:45 Opera Jawa Opera Jawa, de Garin Nugroho 120
16:00 Eu e você Women Liang, de Ma Liwen 85
17:45 Na estrada com o amante da minha mulher Ane-eui aein-eul mannada, de Kim Tai-sik 92
19:45 Fraulein Das Fraulein, de Andrea Staka 81
21:30 Floresta dos lamentos Mogari no mori, de Naomi Kawase 97

MARATONA: a partir das 23h
23h20: Go Go Tales, de Abel Ferrara
2h: Like a Virgin, de Lee Hae-Young Lee Hae-Jun
4h40: Mundo imundo de John Waters, de Jeff Garkin

Nos intervalos, lounge com o DJ jorge luiz, e bolo e café após a última sessão
(ingresso: R$20,00)

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Sábado 6-outubro
13:15 Hana (Hana yori mo naho), de Hirokazu Kore-Eda 127
15:45 Antiga alegria Old Joy, de Kelly Reichardt 76
17:30 Uma velha amante Une vieille maitresse de Catherine Breillat 114
19:45 O outro El otro de Ariel Rotter 83
21:30 Lust, Caution Se, Jie de Ang Lee 156

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Domingo 7-outubro
13:45 As rosas do deserto Le rose del deserto, de Mario Monicelli 102
15:45 O bom de chorar Lo bueno de llorar, de Matias Bize 80
17:30 Antes que o Diabo saiba que você está morto Before the Devil Knows You’re Dead, de Sidney Lumet 117
19:45 Entrevista Interview, de Steve Buscemi 81
21:30 Não toque no machado Ne touchez pas la hâche, de Jacques Rivette 137

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Segunda 8-outubro
13:00 O Antigo Jardim Orae doin jung won, de Im Sang-soo 112
15:15 A vida pós-moderna da minha tia Yi ma de hou xian dai sheng huo, de Ann Hui 111
17:30 O casamento de Tuya Tuya de hun shi, de Wang Quan’an 92
19:30 Morrer em hebreu Morirse está en hebreo, de Alejandro Springall 98
21:30 Caixas Boxes, de Jane Birkin 95

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Terça 9-outubro
13:30 Ezra, o menino soldado Ezra, de Newton I. Aduaka 102
15:30 A felicidade de Sakai Sakai-ke no shiawase, de Mipa Oh 90
17:45 Sonhos de deserto Hyazgar, de Zhang Lu 123
19:45 Um táxi para a escuridão Taxi to the Dark Side, de Alex Gibney 105
21:30 O caminho de San Diego El Camino de San Diego, de Carlos Sorin 98

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Quarta 10-outubro
13:15 Os encantos de Paloma Délice Paloma, de Nadir Moknèche 134
15:30 Argentina latente Argentina latente, de Fernando Solanas 100
17:30 Cristóvão Colombo – O enigma Cristóvão Colombo – O Enigma, de Manoel de Oliveira 70
19:00 Feche... apenas seus olhos Faghat Cheshmato Beband, de Ali Reza Amini 84

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Quinta 11-outubro
13:45 Adeus, cidade do sul Goodbye, Southern City, de Oleg Safaraliyev 90
15:45 Eichmann Eichmann, de Robert Young 100
17:45 Elvis Pelvis Elvis Pelvis, de Kevin Aduaka 95
19:45 Papel não embrulha brasas Le papier ne peut pas envelopper la braise, de Rithy Panh 90
21:30 A cada um seu cinema Chacun son cinema, de Vários 119


ODEON BR
Praça Floriano, 7
ingresso: R$ 13,00 (Maratona: R$20,00)
CREDENCIADOS e portadores de PASSAPORTE devem trocar ingressos na bilheteria, se a sessão estiver cheia (exceto para a Maratona onde as credenciais e os passaportes não serão aceitos)

- Postado por: O Vitor viu... às 16h00
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FESTIVAL DO RIO 2007
VENCEDORES da Première Brasil, Fipresci e Mostra Geração


VOTO POPULAR
- Melhor Longa ficção: ESTÔMAGO, de Marcos Jorge
- Melhor Longa documentário: MEMÓRIA PARA USO DIÁRIO, de Beth Formaggini
- Melhor Curta – A MALDITA, de Tetê Mattos


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JÚRI OFICIAL - Presidido por Affonso Beato e composto pelos atores Marília Pêra e Chico Diaz, Clare Stewart (diretora executiva do Festival de Sidney) e pelo presidente do Instituto Luce, Luciano Savegna.
- Melhor Longa-Metragem Ficção - MUTUM, de Sandra Kogut
- Melhor Longa-Metragem Documentário - CONDOR, de Roberto Mader
- Melhor Curta-Metragem – SETE MINUTOS, de Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva
- Melhor Direção (ficção) – MARCOS JORGE (Estômago)
- Melhor Direção (documentário) - CAO GUIMARÃES (Andarilho)
- Melhor Ator – JOÃO MIGUEL (Estômago)
- Melhor Atriz- CARLA RIBAS (A Casa de Alice)
- Prêmio Especial do Júri – BABU SANTANA (por Estômago e Maré nossa história de amor)

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Premiados da ABD&C (Associação Brasileira de Documentarista e Curta-metragista do Rio de Janeiro (troféu criado pelo artista plástico Paulo Villela)

- Melhor documentário MEMÓRIA PARA USO DIÁRIO, de Beth Formaggini
- Melhor curta CABACEIRAS, de Ana Bárbara Ramos
- Menção honrosa ALPHAVILLE 2007 D.C., de Paulinho Caruso

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Prêmio FIPRESCI - Júri da Federação Internacional da Imprensa.
Júri composto por João Luiz Vieira e Marcelo Janot (Brasil), Rui Tendinha (Portugal), Chiara Arroyo (Espanha) e Claudio Cordero (Peru).

- Melhor filme latino-americano: SILENCIOSA LUZ, de Carlos Reygadas

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Prêmio melhor filme da MOSTRA GERAÇÃO, eleito pelo público: VALO, (Valo) de Kaija Juurikkala


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além do TROFÉU REDENTOR, outros prêmios:
- MELHOR CURTA METRAGEM - Júri Oficial
PRÊMIO QUANTA - R$ 4.000,00 em equipamento;
PRÊMIO TELE IMAGE - 6h telecine off line e 40h de edição de som
PRÊMIO LINK DIGITAL - Transfer de até 15 min.
PRÊMIO DOLBY - licença dolby 5.1.
PRÊMIO KODAK - 4 latas de 35 mm (ou 7 latas de 16 mm)
PRÊMIO CTAV - Copa nova legendada (em película ou digital)

- MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO - voto Popular
PRÊMIO GLOBO FILMES - R$ 100.000,00 em mídia na TV Globo
PRÊMIO PROJETA BRASIL CINEMARK - R$ 10.000,00 em dinheiro

- MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO - Júri Oficial
PRÊMIO QUANTA - R$ 6.000,00 em locação de equipamento
PRÊMIO TELEIMAGE - 8h de tape to tape
PRÊMIO CTAV - Copa nova legendada (em película ou digital)

- MELHOR LONGA FICÇÃO - voto popular
PRÊMIO LABOCINE, revelação de 50 latas de negativo 35 mm (ou 20 latas de negativo 16 mm) e 5 horas de telecine Off-line
PRÊMIO PROJETA BRASIL CINEMARK, no valor de R$ 20.000,00 em dinheiro
PRÊMIO NIELSEN EDI - Tracking Report Internacional (Brasil e mais dois países)

- MELHOR LONGA FICÇÃO - Júri Oficial
PRÊMIO QUANTA - R$ 10.000,00 em equipamentos
PRÊMIO TELE IMAGE - 60 horas de telecine off line
PRÊMIO NIELSEN EDI - Tracking Report Internacional (Brasil e mais dois paises)
PRÊMIO CTAV - Cópia nova legendada (em película ou digital)


Festival do Rio 2007
Estimativa de público: 300 mil espectadores aproximadamente


OS DEZ FILMES MAIS VISTOS:

1. Hairspray 2.306
2. A prova de morte 2.001
3. Piaf - um hino de amor 1.919
4. A Maldição da Flor Dourada 1.741
5. O assassinato de jesse james pelo covarde robert ford 1.586
6. I’m not there 1.435
7. 4 meses, 3 semanas e 2 dias 1.412
8. Maré nossa história de amor 1.359
9. Shortbus 1.275
10. Planeta terror 1.160


Vários filmes tiveram todas as sessões lotadas mas passaram poucas vezes e
por isso não figuram na lista.


- Postado por: O Vitor viu... às 15h59
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Viagem ao útero materno

Ø       MARIA BETHÂNIA – PEDRINHA DE ARUANDA (Brasil, 2007 – dir: Andrucha Waddington)

 

                                              

 

O que é preciso para se fazer um grande filme? Basicamente de uma boa história. Quando, num mesmo filme, há muitas e deliciosas histórias reunidas, melhor ainda. E todas essas pérolas (no melhor sentido da palavra) vêm de uma mesma fonte: uma nobre, rara e valiosa família que presenteou o Brasil com dois grandes ícones de nossa música.

“Pedrinha de Aruanda” mostra, a princípio a intimidade de uma das maiores cantoras desse país de todos os tempos: ninguém menos que a diva Maria Bethânia, cuja vitoriosa carreira e infinito talento já foram mais do que comprovados em seus mais de quarenta anos de estrada.  Para celebrar seus 60 anos, a cantora convocou as lentes sempre curiosas de Andrucha Waddington e , juntamente com o mano Caetano, fez uma viagem até sua terra natal, Santo Amaro da Purificação, onde residem suas mais ancestrais raízes, em busca do colo e do calor materno da lendária Dona Cano, que esta semana completa 100 anos de muita sabedoria.

E a generosa Bethânia nos empresta a sabedoria e o colo de sua mãe nesse delicioso filme. Não há espectador que, embalado pelas histórias e pela ternura de Dona Cano, não se sinta mais um de seus filhos, tamanha é a atmosfera de cumplicidade conseguida por Andrucha. Sem perceber o tempo passar, chegamos ao fim dessa simples, mas arrebatadora e comovente jornada, completamente emocionados e plenos de amor e música. Aplausos de pé. Tocante, antológico, imperdível.

 

Cotação: @@@@@ Excelente.

- Postado por: O Vitor viu... às 00h06
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Improvável (e boa) surpresa.

Ø       INSTINTO SECRETO (“Mr. Brooks”) – EUA, 2007 – dir: Bruce A. Evans

 

                        

 

Sim, queridos leitores. Admito que fui assistir ao filme em questão cheio de preconceitos, afinal, um filme que reúne Kevin Coster e Demi Moore não teria a menor possibilidade de ser bom. Certo? Erradíssimo. Queimei minha língua, mas em compensação saí com a satisfação de se assistir a um bom entretenimento.

“Mr Brooks”, no original, conta o dilema de um homem exemplar na comunidade (Costner), mas que guarda um terrível segredo: é também um serial killer, perseguido pela polícia.

E não é que Kevin está ótimo? Com uma interpretação comedida, ele dá o tom certo do cinismo e da frieza exigidos pelo personagem. E Demi Moore também não desaponta ao viver a policial durona e cheia de princípios que investiga o caso. E ainda há o auxílio luxuoso do sempre eficiente William Hurt, impagável como uma espécie de “id” do anti-herói vivido por Coster.

Com uma trama longe de ser mirabolante, mas criativa na dose certa, o filme garante bons e improváveis momentos de diversão sem aquele compromisso careta que o cinema americano tem de “passar uma mensagem” no final. Pra assistir sem culpa (e sem preconceito).

 

Cotação: @@@ Bom

- Postado por: O Vitor viu... às 00h04
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